Aumentam as queixas de violência contra a mulher em 2010

Postado por Meio Ambiente e Cidadania 10 de ago de 2010

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                                  Fonte figura: http://crianca.pb.gov.br/

 

As mulheres estão cada vez mais conscientes dos seus direitos e deveres, em que pese existir muito trabalho a ser feito neste sentido. A constatação veio com a divulgação dos percentuais de registro de queixa de violência contra a mulher. Os dados oficiais do governo federal trazem que os relatos de violência contra a mulher aumentaram 112% de janeiro a junho de 2010 comparando-se com o mesmo período do ano passado.

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), registrou 343.063 atendimentos contra 161.774. O Estado de São Paulo lidera o ranking com 47.107 atendimentos, seguido pelo Estado da Bahia com 32.358 atendimentos. Em terceiro lugar aparece o Estado do Rio de Janeiro com 25.274 dos registros.
A primeira maior manifestação de crime relatado pelas mulheres ao ligarem para o disque-denúncia da Central de Atendimento á Mulher é o crime de lesões corporais. Sendo o crime de ameaça o segundo maior crime denunciado. Este foi constatado em 8.913 situações. Os crimes de ameaça somados à lesão corporal representam cerca de 70% dos registros do Ligue 180
Os índices assustam... das pessoas que entraram em contato com o serviço, 14,7% disseram que a violência sofrida era exercida por ex-namorado ou ex-companheiro, 57,9% estão casadas ou em união estável e em 72,1% dos casos as mulheres relatam que vivem junto com o agressor. Estes percentuais são oficiais.
No que tange ao tempo em que a vítima vem sofrendo violência... cerca de 39,6% declararam que sofrem violência desde o início da relação; 38% relataram que o tempo de vida conjugal é acima de 10 anos; e 57% sofrem violência diariamente. Em 50,3% dos casos, a mulheres dizem correr risco de morte.
Lembramos ainda que, a procura pelo Ligue 180 é espontânea e o volume de ligações não se relaciona diretamente com a incidência de crimes ou violência, pois as pessoas podem ligar para se informarem apenas.
Se fizermos a análise considerando à população feminina de cada Estado e a quantidade de atendimentos, verificamos que, o Distrito Federal é a unidade da federação que mais entrou em contato com a Central, com 267 atendimentos para cada 50 mil mulheres. Em segundo lugar aparece o Tocantins com 245 e em terceiro, o Pará, com 237 atendimentos.
Esses dados foram divulgados em agosto de 2010.
APBH

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