Saga Amazônica (Vital Farias)

Postado por Meio Ambiente e Cidadania 5 de ago de 2010

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                                 Fonte da imagem: artshopping.com.br

Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta
Mata verde, céu azul, a mais imensa floresta
No fundo d’água as iaras, caboclos, lendas e mágoas
E os rios puxando as águas.

Papagaios, periquitos cuidavam de suas cores
e os peixes cruzando o rio, curumins cheios de amores
era flora, fauna frutas e cores.


Toda mata tem caipora para mata vigiar
Veio uma caipora de fora para a mata definhar
E trouxe dragão de ferro para comer muita madeira
E trouxe estilo gigante para acabar com a capoeira.

Fizeram logo um projeto sem ninguém testemunhar
Para o dragão cortar madeira e toda mata derrubar
Se o dragão meu amigo, tivesse pé para andar
Eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá.

O que se corta em segundos, leva tempo para vingar
E o fruto que dá no cacho para a gente se alimentar
Depois tem o passarinho, tem ninho, tem o ar
E garapa é rio baixo, tem riacho e esse rio que é o mar.

Mas o dragão continua na floresta a devorar
e quem habita essa mata para onde vai mudar
corre índio seringueiro, preguiça, tamanduá,
tartaruga pé ligeiro, corre-corre tribo dos camaiorá.

No lugar que havia matas, hoje é a perseguição,
Grileiro mata posseiro só para lhe roubar seu chão
Castanheiro, seringueiro já viraram até pião
Zé de Nana está de prova naquele lugar tem cova,
gente enterrada no chão.

Pois mataram o índio que matou o grileiro,
Que matou o posseiro
Disse um castanheiro para um seringueiro que
o estrangeiro roubou o seu lugar.

Foi então que um violeiro chegando na região,
ficou tão penalizado que escreveu esta canção
e talvez desesperado com tanta devastação,
pegou a primeira estrada sem rumo, sem direção
com os olhos cheios de água partiu levando essa mágoa
dentro de seu coração.

E aqui termina esta história para a gente de valor
Para gente que tem memória, muita crença e muito amor
Para defender o que ainda resta; se rodeio e sem aresta
era uma vez uma floresta na linha do Equador.

Por: Geisa Fonseca

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