Entrevista com a Assistente Social Isaura Moreno

Postado por Meio Ambiente e Cidadania 28 de dez de 2010

 

Para que possamos dar adeus ao ano de 2010 e iniciar o ano novo com o pé direito, convidamos para conversar conosco a Assistente Social Isaura Moreno. Esta competente profissional vem atuando com sucesso nos programas de aplicação de plano de contingência em inúmeras comunidades baianas.

O Meio Ambiente e Cidadania tira o chapéu pela sua competência e profissionalismo e desde já agradece pela atenção concedida ao nosso site.

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Isaura Moreno (a direita) atuando em uma das comunidades de Camaçari-BA

Geisa Fonseca: Quem é a profissional Isaura Moreno?

Isaura Moreno: Sou assistente social formada há 12 anos pela Universidade Católica do Salvador. Tenho formação em dinâmica de grupo, psicodrama e estou cursando pós em educação ambiental. Já atuei em empresas ligadas as seguintes áreas: criança e adolescente, saúde, comunidade e educação ambiental. Há 03 anos trabalho na Previne – Consultoria em Segurança como assistente social de 02 programas de aplicação de plano de contingência em comunidades, além de desenvolver programas de responsabilidade social para a empresa na qual trabalho.

Geisa Fonseca: O que mais te encanta na sua profissão?

Isaura Moreno: Trabalhar com gente na perspectiva de promoção da cidadania, do ser humano, buscando uma possibilidade de melhorar o mundo.

Geisa Fonseca: Quem você considera um exemplo de profissional, na sua área de atuação e por quê?

Isaura Moreno: Na área de Serviço Social tenho muitas ex-professoras que me encantaram e me estimularam a seguir esta carreira, como profª. Beth Borges, dentre tantas outras. Mas a assistente social que mais me motivou e motiva a seguir a profissão, é minha tia, Lucia Madureira, que apesar de aposentada continua atuando informalmente como assistente social.

Geisa Fonseca: Como você enxerga a preocupação da sociedade perante as questões socioambientais?

Isaura Moreno: Atualmente a sociedade aparenta uma preocupação maior em relação as questões socioambientais. Não sei se por uma questão de conscientização e da preocupação com o futuro do nosso planeta e da nossa espécie ou por uma questão de modismo, principalmente com a massificação e a vinculação destas questões na grande mídia. Bom, quero acreditar que cada vez mais o ser humano vem buscando discutir os impactos que suas ações causam ao meio ambiente, em decorrência da sua conscientização de que ele não é eterno nem perene. O homem também tem seu fim, e a humanidade e nosso planeta terra como ele é hoje também poderá perecer e ter seu “fim” caso não consigamos achar o ponto de equilíbrio entre o social, o econômico e o ambiental.

Geisa Fonseca: Um Meio Ambiente sem impactos negativos e uma sociedade mais justa é utopia?

Isaura Moreno: Quero acreditar que não. Mas o caminho é longo e árduo, pois as questões socioeconômicas estão fundamentalmente arraigadas às questões ambientais. Para uma sociedade mais justa precisaríamos encontrar a formula para equilibrar as necessidades sociais, ambientais e econômicas de todos os seguimentos da sociedade.

Geisa Fonseca: Pra você ser cidadão é...

Isaura Moreno: Ser cidadão é ter consciência de meu papel na sociedade, enquanto individuo, enquanto ser social que constrói a sua própria história. Eu sou o autor, o ator, o diretor, o contra regra, enfim, aquele que define e escreve minha história. Ser cidadão é desenvolver ações que possam promover também nas outras pessoas esta mesma consciência que falei acima, e para tanto eu preciso me comprometer neste intento.

Geisa Fonseca: Visando os problemas socioambientais mundiais, dê o seu recado para a sociedade.

Isaura Moreno: Dar um recado a sociedade? rsrsrs.

Bom, não me sinto tão sábia assim, mas eu diria: vamos promover nosso autoconhecimento, buscando nosso potencial para a vida harmônica em grupo, em uma sociedade mais justa, mais solidária e fraterna. Assim poderíamos entender que nós somos o reflexo do outro e vice-versa. Se pensássemos desta forma, e desenvolvêssemos nossa vida pautada nesta afirmação, poderemos contribuir para minimizar os impactos que nossos pequenos hábitos podem causar na sociedade como um todo. É aquela história do bem-te-vi: cada um fazendo a sua parte, para que o todo da nossa realidade social, econômica e ambiental possa ser alterada visando a preservação do nosso planeta e dos seres vivos aqui existe.

Por Geisa Fonseca

 

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