Biologia Marinha; Ostras Gigantes

Postado por Meio Ambiente e Cidadania 20 de set de 2011

 

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Já escutamos muitas estórias de alguém cujos braços ou pernas ficaram presos por uma ostra gigante. Mas estas estórias nunca aconteceram de verdade.


Os tridacnas são na realidade amáveis ostras gigantes que podem alcançar meia tonelada de peso e, como todos os gigantes, se mostram extremamente lentos ao reagir. Eles se fecham com tanta lentidão que seria impossível não escapar. E mais, se conseguissem prender o homem, os tridacnas não saberiam o que fazer com ele, pois estão longe de ser carnívoros.


As ostras gigantes se alimentam de uma grande quantidade de algas que crescem em seu interior, protegidas por seu manto de carne azul e pela dureza de suas conchas. Poderíamos dizer que o tridacna cultiva seu próprio jardim e o protege dos predadores. Se observamos cuidadosamente poderemos notar em seu manto alguns pontos brilhantes. Eles permitem que a luz solar penetre profundamente nos tecidos e ilumine seu interior, permitindo que as plantas efetuem a fotossíntese.


As algas pequenas produzem dentro do molusco substancias que são úteis ao anfitrião. Em troca as algas recebem substancias da ostra que lhe são úteis tais como anidrido carbônico, fosfato e nitrato. As algas trabalham também como excretores, transformando os excrementos do tridacnas em oxigênio, carboidratos e gorduras.


Habitando águas de pouca profundidade, era fácil de alcançar pelos nativo do Pacifico Sul, que procuravam sua saborosa carne. Mas, como tirar um tridacna de 500 quilogramas da água não era muito fácil, eles simplesmente desciam com uma faca e cortavam um pedaço de carne do animal vivo. A chegada da civilização européia não mudou muito a situação. Prova disso e a grande quantidade de conchas de tridacnas que estão nas igrejas do mundo velho transformadas em pias batismais. Hoje eles são um objeto luxuoso da coleção de homens que nunca entenderam a beleza de um animal tão calmo.

Por: Vanessa Lacerda

Fonte: http://www.narwhal.com.br

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