Baleia jubarte

Postado por Meio Ambiente e Cidadania 22 de dez de 2011

 

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Fonte: ekkobrasil.org.br

Conhecida também como baleia corcunda, a baleia-jubarte é chamada pelos cientistas de Megaptera novaeangliae. Quando uma jubarte salta, rompendo a tranqüilidade das águas, é um espetáculo impressionante. Elevando seu corpo quase completamente fora d’água, por alguns segundos ela parece querer vencer a gravidade e alçar vôo. Neste momento suas longas nadadeiras peitorais, que chegam a medir até 1/3 de seu comprimento, poderiam ser comparáveis às asas de um pássaro. Esta é a origem do nome Megaptera que em grego antigo significa “grandes asas”. Quem observa uma jubarte saltando fica fascinado com a beleza do espetáculo, mas com certeza ficaria ainda mais impressionado ao descobrir que aquele corpo que se projeta no ar pode pesar de 35 a 40 toneladas e medir cerca de 16 metros de comprimento.

Muito da dificuldade de se estudar as baleias vem do fato de que estes animais passam a maior parte do tempo com seu corpo submerso, longe de nossos olhares. Se estivermos mergulhando e tivermos a sorte de uma jubarte se aproximar poderemos observá-la por inteiro. Ao observarmos uma jubarte com atenção percebemos que sua cabeça é ligeiramente achatada e possui no seu topo uma série de calombos ou nódulos, com minúsculos pêlos aderidos a eles. Ainda não se conhece qual a função destes pêlos mas supõe-se que tenham uma função sensorial. Também chama a atenção a boca, bastante longa e arqueada.

A baleia jubarte é uma espécie cosmopolita, habitando todos os oceanos. Assim como algumas outras espécies de baleias, a jubarte realiza uma migração anual. Durante o verão ela se dirige para as águas polares para se alimentar e durante o inverno migra para águas tropicais e subtropicais para acasalar e dar à luz seus filhotes. Assim, no hemisfério sul as jubartes chegam por volta de junho/julho e permanecem até novembro/dezembro, quando retornam para as áreas de alimentação. As áreas de reprodução da espécie são tipicamente próximas a ilhas ou continentes e/ou associadas a ambientes coralíneos. A espécie se reproduz ao longo da costa nordeste do Brasil e o Banco dos Abrolhos, é o maior berço reprodutivo do atlântico sul.

Estudar o comportamento de um ser que passa a maior parte da vida submerso longe dos nossos olhos é complicado e muitas vezes especulativo. O estudo do comportamento das baleias pode ser feito durante cruzeiros de pesquisa, através da gravação de seus cantos ou a partir de estações fixas, em pontos onde as baleias se aproximam de terra. Este último método de observação, chamado de Ponto Fixo, apresenta a vantagem de não causar interferência sobre o animal, o que ocorre nos estudos feitos a partir de embarcações.

As batidas de nadadeira caudal e pedúnculo e os saltos de caudal parecem constituir comportamentos mais agressivos, mas também são observados nos grupos de fêmeas e filhotes..Para os filhotes parece que a realização desses comportamentos ativos servem para desenvolvimento da musculatura, de habilidade motora e coordenação ou podem ser um processo de aprendizado através da brincadeira.

No Brasil a observação de baleias é regulamentada pela Portaria do IBAMA nº 117/96.

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Cauda de uma baleia jubarte, avistada no litoral de Arraial D'Ajuda /Porto Seguro-BA. Foto: Custódio Coimbra


Por: Vanessa Lacerda

Fonte: www.baleiajubarte.org.br

Para mais Informações:

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos

Telefone: (73) 3297-1111

WWW.ibama.gov.br/parna_abrolhos

neaabrolhos@gmail.com

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